Sucesso no desenvolvimento de software usando uma metodologia de desenvolvimento

Fonte: http://www.imasters.com.br/artigo/6566/des_de_software/sucesso_no_desenvolvimento_de_software_usando_uma_metodologia_de_desenvolvimento/

Sérgio dos Santos (e-mail) progamador e webdesigner – CPT – Centro de Produções Técnicas. Profissional especializado em Criação de sites e sistemas comerciais. Graduando em Sistemas de Informação pela FDV.

 As primeiras experiências dos programadores na construção de softwares mostraram que uma abordagem informal no desenvolvimento não era o bastante para se obter sucesso no processo. Projetos grandes e importantes estavam sem qualidade, com orçamento altíssimo e, além disso, sofreriam atrasos de anos. Por que, então, não usar uma metodologia de desenvolvimento de software para garantirmos uma qualidade no processo de desenvolvimento e também no produto final?

Nos anos 70, quando os gerentes de TI não tinham idéia de como desenvolver um software com qualidade, usando uma metodologia específica e também com uso de técnicas de engenharia de software, a idéia era de produzir softwares que fossem apenas eficientes. Porém, com o passar do tempo, essa visão ficou ultrapassada e, hoje em dia, fica claro que o desenvolvimento de software tem de gerar um produto que por si só seja eficaz, em tempo hábil, e com orçamento previsível.

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Dez passos para o sucesso

Acompanhe a lista das lições fundamentais para um líder de TI crescer o mais rápido possível na empresa, a partir dos votos dos membros do CIO Executive Council.

Por CIO

26 de abril de 2007 – 08h30

A revista CIO americana selecionou as principais atividades que cabem a um líder de TI e 67 membros que compõem o CIO Executive Council votaram nas dez mais quando o tema é “a chave para o sucesso”. Confira o resultado:

1 – Entenda a estratégia da corporação e como o seu departamento pode se alinhar a ela.

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2 – Comunique suas metas, objetivos e estilo de liderança à sua equipe.

3 – Identifique os fatores-chave do sucesso para TI a partir das perspectivas do negócio como um todo.

4 – Estruture seus dias e semanas para ter tempo de aprender mais, sempre elaborando planos de longo prazo sem ignorar os valores criados de imediato.

5 – Trabalhe com cada grupo de seu departamento para sentir a dinâmica entre eles e as peculiaridades de cada um dos funcionários.

6 – Estabeleça relações interpessoais com pessoas influentes.

7 – Entenda o histórico e as relações correntes entre o departamento de TI e cada unidade de negócio da corporação.

8 – Procure acertar o mais rapidamente possível os alvos pretendidos por seu chefe.

9 – Identifique as redes de contato informais dentro da organização. Quem é o braço direito do chefe? Em quem da linha de frente confiar? A que exemplo seguir?

10 – Converse com seu chefe e, com perguntas sutis, procure entender o que ele considera sucesso e o que ele espera do seu desempenho.

Informação não é conhecimento, e vice-versa

Ricardo Alexandre (e-mail) é Matemático e Professor de Informática básica e avançada. Também desenvolve em Visual Basic.

Dentro dos corredores dessa feira moderna em que vivemos, onde o produto da moda é a informação, faz-se necessário estar atento aos males causados por tanta porcaria em forma de conteúdo que está sendo ofertada no ambiente digital e nos faz perder tempo precioso do dia. A começar por ter que ficar limpando a toda hora a caixa de e-mails de baboseiras sem fim nem tamanho. Quer dizer, algumas delas têm um tamanho tão grande que até nisso elas dificultam nossas vidas. Caso daqueles powerpoints de infinitos cliques, que não dizem nada, e ficam tocando umas musiquetas chatas que só elas. Para excluí-los é um custo. Até aí tudo bem.

E quando as mensagens estão disfarçadas de algo muito interessante? Quando você vai ver é um texto sobre pessoas das menos às mais conhecidas que viram ‘notícia’ por nada – considero nada, por exemplo, essas brigas de casal ‘famoso’. Pra que eu preciso saber que ‘fulano de tal’, que nem sabe que eu existo, não está mais com ‘cicrana de tal’, que por sua vez, nunca me viu mais magro? Sinceramente não preciso. Então, delete! Declarações pífias que viram ‘notícia’. Delete! Qualquer acontecimento banal que vira ‘notícia’. Delete! Enfim, tudo que virou notícia rasa o negócio é sair apertando o delete! É agora ou nunca o momento de impor nossos próprios filtros e fazer cada vez mais uso desse botão que dará início na erradicação do problema. Exerça seu poder de escolha e jogue fora tudo o que não acumular contribuições positivas na sua bagagem.

Com o advento tecnológico qualquer infeliz que tenha um celular na mão pode sair por aí filmando e clicando tudo o que tem e não tem direito. E publicando (ou ‘postando’) em segundos, tudo o que quiser sem o menor comprometimento com valores éticos ou morais. Cicarelli que o diga! Seja em blogs ou em meios digitais alternativos, o fato é que o papel da mídia acabou por perder, de certa forma, sua importância. Sites e revistas de grandes empresas de comunicação já incentivam o hábito da ‘contribuição’ de textos, fotos e matérias às redações. Resguardados os cuidados pode ser um movimento interessante. Mas direta ou indiretamente implica na ocupação do espaço inerente ao profissional de comunicação por aqueles que não tem faculdades para tal. Não pretendo entrar, pelo menos por hora, nessa seara porque isso é motivo de outra discussão.

Tratando-se de informação de qualidade, um motivo para ficar tranqüilo é que a imprensa brasileira é forte e conseguiu constituir seu prestígio e credibilidade ao longo de quase dois séculos de história. Por aqui ela tem exercido nos últimos tempos, principalmente, um papel decisivo e importante na defesa dos interesses sociais. Temos veículos sérios e comprometidos com a informação que realmente importa estar na primeira página do jornal, nas editorias ou nas nossas caixas de e-mail. Que respeitam suas fontes, que apuram o fato do início ao fim. Este processo de abertura de novos canais, é verdade, está longe de comprometê-la, mas de certa forma turva sua imagem.

Por outro lado é inegável que o processo midiático está se transformando e deve acompanhar as novas tendências, ser contemporâneo, evoluir. Tudo bem, mas onde estão os critérios para que estejam no ar formatos de mídia cada vez mais abertos e pulverizados? No bom português, leis que realmente funcionem em favor da privacidade e do direito da pessoa no ambiente digital.

O preocupante é que a sociedade em geral está tomada pelo consumo imediato, pela rapidez avassaladora, absorvendo tudo o que é perecível, descartável. Isto quer dizer que opinião, mais do que uma forma de expressar idéias, é o que você desenvolve com as experiências acumuladas daquilo que vê, lê ou escuta. Então, é simples como dois mais dois: se você vê, lê ou escuta o que não presta, qual será o seu nível de diálogo?

Não basta ser informado, mais do que isso, é preciso ser bem-informado e interpretar tudo o que chega até você a fim de que consiga transformar informação, verdadeiramente, no que mais importa e vai estar presente para o resto da sua vida, conhecimento. E lembre-se: se não valer à pena, delete!

Projetos, sempre projetos

Uma melhor análise sobre os projetos mostra que nem sempre acertamos, mas que os desvios podem não ser fracassos. Por Fernando Birman

23 de março de 2006 – 17h58

Sabemos gerenciar projetos. Nossas equipes receberam doses maciças de treinamento. Entretanto, um olhar mais crítico sobre os mesmos mostraria que nem sempre acertamos. Muito pelo contrário, lidamos com desvios relevantes, mas longe de serem fracassos. Este aspecto relativo, de difícil domínio, enobrece a arte de gerir projetos.

Encontrar um executivo com todos os recursos necessários para realizar um projeto é raro. Um luxo! Na crônica esportiva, seria aquele gol que até a vovó faria. O ambiente de competição e austeridade impõe severas restrições. Por exemplo, entregar antes do planejado, alocar menos recursos humanos ou o famigerado corte de verbas. No limite, cientes da impossibilidade de cumprir o objetivo, vivemos a “marcha para a morte”, segundo o mestre Yourdon.

Diante desse desafio, a verdadeira liderança é um quesito essencial na condução dos projetos, onde é constante a arbitragem, o gerenciamento dos riscos e da mudança. As características comportamentais do gerente devem complementar o arcabouço técnico, já banalizado.

É por esta razão que um estouro orçamentário significativo pode ser um mero detalhe de uma empreitada de sucesso. Talvez, um desvio muito menor fosse o argumento definitivo para que uma outra empresa providencie a separação da cabeça do executivo responsável do resto do seu corpo. Tudo é relativo.

Fiz uma análise da enorme carteira de projetos que gerenciamos nos últimos anos. Dentre tantos, destaco o outsourcing de impressão. Nada muito sofisticado para quem tem uma complexa arquitetura de aplicações, mas nos trouxe lições interessantes. Ele fora concebido para ser implementado em menos de um ano. Foi concluído em mais de dois. Fracasso? Não, sucesso total.

A terceirização dos serviços de impressão requer uma racionalização brutal, onde se trocam as impressoras individuais pelas de rede. Assim, todos devem se deslocar e recolher suas próprias impressões. Simples, porém pouco popular. Conforme a cultura da empresa, uma iniciativa dessas transforma-se numa guerra. Ganhá-la não basta, é preciso buscar o retorno prometido – o custo e a satisfação dos clientes devem melhorar.

Nesse contexto, nosso atraso administrado foi crucial para ganhar a guerra e assegurar um pós-guerra tranqüilo. O tempo extra foi empregado na educação, no esclarecimento e, como conseqüência, na obtenção do comprometimento. Uma aceleração do projeto provavelmente nos afastaria dos bons resultados alcançados.

Mesmo com o pleno apoio da direção da empresa, fomos às unidades do grupo e apresentamos a proposta buscando a aprovação de todos. Apesar das resistências, jamais recorremos à direção. A opção foi pelo convencimento e engajamento geral. Assim, atuamos por etapas, iniciando uma nova etapa após a estabilização da anterior.

Este projeto é uma referência interna e externa. É um bom exemplo de terceirização inteligente. Acima de tudo, mostra que um projeto simples, sob o prisma técnico, precisou de uma gestão sofisticada, com ênfase na gestão das mudanças e nas negociações.

Poderíamos enumerar outros tantos sucessos e até fracassos. Saber gerenciar projetos é imprescindível, pois as nossas organizações estão voltadas a eles. Porém, cada vez mais, exigem-se lideranças mais preparadas para enfrentar desafios que extrapolam o campo técnico.

*Fernando Birman é diretor de TI do Grupo Rhodia para a América Latina. Também na Rhodia, onde exerceu nos últimos 20 anos diversas funções nas áreas administrativas, financeira e de informática, Birman acumula a liderança mundial da prática de benchmarking e integra o comitê diretor mundial de informática. Birman ainda foi fundador e presidente da Associação de Usuários SAP do Brasil.

Profissionais de TI são odiados pelos usuários

Saiba por que isso acontece e as cinco dicas do COMPUTERWORLD para começar 2007 mais querido, sem ser reconhecido pelos usuários como impaciente e arrogante.

Por COMPUTERWORLD

26 de dezembro de 2006 – 15h16

Será que mata gastar 30 segundos a mais para ter certeza de que consertou a máquina que você acabou de ser chamado para arrumar? Isso é o que muitos usuários de tecnologia de diversas empresas querem saber. “Me irrita quanto o gerente de TI ‘arruma’ alguma coisa no meu computador e depois diz: ‘Deve funcionar agora’ e sai”, afirma um usuário que tem a mesma opinião de diversos outras pessoas entrevistadas, mas que temem revelar o nome de suas empresas porque acreditam que seus colegas profissionais de TI leiam a publicação.

Sair andando, entretanto, não é o que mais incomoda. “Quando [nossos gerentes de TI] perguntam se me diverti numa festa particular no final de semana, obviamente ele revela que leu meus e-mail, já que eu nunca mencionei festa nenhuma a ele”, afirma.

O relacionamento entre os gerentes de rede e os usuários é freqüentemente de amor e ódio. Os usuários revelam um senso de respeito e confiança na equipe de TI, mas isso pode rapidamente se transformar em frustrações. Ao invés de a tecnologia se tornar o objetivo final, a maioria dos usuários ainda são confundidos por seus PCs e as pessoas que os gerenciam.

Porque a maioria dos usuários não entendem como os PCs funcionam, eles também não compreendem quando isso não funciona e geralmente a culpa pelas quedas sobra para o último que tocou no sistema.

“O que intriga no meu gerente de TI é que quando ele faz uma mudança no computador ele sempre deixa coisas por fazer – atalhos de teclado faltando, programas que eu uso desinstalados ou senhas que passam a não ser aceitas”, diz uma mulher que trabalha numa estação de rádio de Washington DC. “E isso sempre parece acontecer durante a noite ou nos finais de semana, então quando eu chego de manhã não consigo acessar as coisas que preciso. Isso me deixa doida!”, protesta.

Brian, diretor de uma associação industrial, conta que o que o irrita no departamento de TI é a armazenagem de e-mails. Os funcionários têm 25MB de capacidade de armazenamento para mensagens, mas é muito pouco porque ele recebe mais de 100 e-mails por dia, muitos com arquivos.

“Eu não penso que o espaço de e-mail deveria ser ilimitado e entendo que o tamanho precisa ser monitorado, mais isso não parece ajustado”, protesta. Quando questionado para nomear a requisição mais comum, brinca: “Eles querem que eu sincronize com o meu handheld, o que parece um pouco inapropriado.”

Jargões

Outro ponto que incomoda são os jargões. Os termos técnicos e as siglas que os profissionais de TI usam criam um ar de mistério e superioridade para quem não os conhece. “Enquanto eles fazem você se sentir estúpido, eles também encobrem soluções de modo misterioso, que eu acredito ser um trabalho de proteção ou justificativa de estratégia”, afirma Lisa, parceira de uma empresa de serviços financeiros da área de Boston (EUA).

Um executivo de TI aponta que a indústria de tecnologia deveria usar termos mais básicos. “Olhe para a palavra ‘usuário’, que nós usamos para descrever pessoas. Isso traz conotações que não são positivas”, acredita Frank Gillman, diretor de tecnologia de uma companhia de advocacia em Los Angeles (EUA).

(Nota do editor: Sim, nós também somos responsáveis por isso).

Também vale dizer que a maioria dos usuários não querem entender esses termos. “Mas nós temos que manter isso simples”, acrescenta Heather Clarke-Peckerman, presidente da HCP Conseulting Group, guia de carreira no estado de Nova York (EUA). “Os usuários não querem aprender como a tecnologia funciona, mas querem saber o que tem que fazer.”

A executiva recomenda que os profissionais de TI lembrem de como aprenderam sobre tecnologia e tentem usar esses termos para explicar e descrever as situações. Outra sugestão é usar analogias, como comparar um computador a um automóvel, que geralmente funciona.

Anote a lista de cinco dicas para se comunicar melhor com os usuários – e as releia sempre que partir para atender alguém com problemas relacionados à tecnologia.

1. Mantenha a simplicidade. Você não precisa descrever as sete leis de armagenagem cada vez que responder a um chamado de helpdesk

2. Ajude os usuários a entender como eles mesmos podem se ajudar dando informações suficientes pra que ele resolva a situação sozinhos e que o chamado não aconteça novamente

3. Use analogias simples para ilustrar as questões

4. Evite abreviações e siglas complexas e jargões confusos

5. Preste atenção naquela sua aparência de vidro – isso certamente é um sinal de que você perdeu a atenção da audiência.

Cara Garretson – Network World (EUA)