Gigantes lutam pelas tecnologias de programação

30 de janeiro de 2007, 2:05

IBM, Microsoft, Sun, Apple e Google disputam a proeminência de linguagens que não têm “donos” e as potenciais vencedoras podem ser Ruby e Python.

Por Érico Andrei

Estamos à beira de uma grande guerra. A primeira das “guerras para acabar com todas as guerras”. Não falo das batalhas entre nações poderosas ou o “secular” conflito de civilizações — que bota de lados opostos as religiões monoteístas do planeta — e muito menos da maior guerra de todas: a da torcida do meu Juventus da Mooca versus os patrícios da Portuguesa. A guerra é pela sua fé, pela sua fidelidade, pelo seu bolso, e ela envolve as empresas de mídia, telecom e de tecnologia da informação.

Este assunto rende muita conversa, sob os mais diversos aspectos: desde o declínio, queda e previsível morte da Sony até a dominância californiana sobre o mundo da informação e entretenimento.

Mas neste exato momento o assunto é mais provinciano e marginal (quando comparado ao todo). Falo das tecnologias de ponta dentro do mundo da tecnologia da informação.

Primeiro, nenhuma tecnologia nasce pronta, madura e com a aceitação do mercado. Sendo assim vou bater numa tecla que que parecia morta e enterrada. Tecnologias para programação é um assunto que fala muito fundo a desenvolvedores e gestores de TI.

Morta e enterrada? Sim, isto mesmo. Há quase uma década ouço profetas entoarem seus mantras: “Java is everywhere”, “Run once, run anywhere”, “Want a cup of coffee?”, “It not Microsoft…”, e, como um choque de realidade, vamos afirmar que Java é O padrão de fato para sistemas corporativos. E para os ávidos por futurologia, este cenário não mudará tão cedo. Viva o rei!

A dominância de Java me lembra, e muito, meu começo de carreira. Eu fazia “aulinhas” de Basic, C e ADA (eu li em algum lugar que a Nasa usava esta linguagem. Resolvi aumentar minhas chances), mas ao final das aulas o instrutor dizia que linguagem de programação mesmo era Cobol, pois o mercado pedia. Tudo rodava em Cobol, Cobol era o “Emplastro Brás Cubas”! Não preciso dizer o quão certo aquele instrutor estava, anos se foram e até hoje temos sistemas Cobol embrenhados nos alicerces das mais diversas empresas.

Ao mesmo tempo, tudo muda e nada é permanente. Esta verdade, em TI, parece mais real que nunca. As grandes empresas, as gigantes, deste jogo sabem disto muito bem e mesmo investindo fábulas nas tecnologias de desenvolvimento atuais — melhorias, atualizações e principalmente novos acrônimos — investem outro bom dinheiro na concepção e direcionamento das potenciais vencedoras do evolucionismo tecnológico — a próxima geração.

Dando nomes, quando digo gigantes vocês podem ler, sem medo, IBM, Microsoft, Sun, Apple e Google, e quando digo potenciais vencedoras aposto fortemente em Ruby e Python (Colocaria PHP também, mas acredito que Ruby canibalizará este mercado).

Meses atrás escrevi um artigo, aqui mesmo no Webinsider, sobre o uso de Python para desenvolvimento web. Foi engraçado que tive várias mensagens de apoio — quase todas elas de membros ativos da comunidade Python — e tive também alguns comentários mais “céticos”.

Especificamente um “afirmava” que, pelo que eu descrevia no artigo, o “universo” todo era escrito em Python (exageros por minha conta). Sinceramente, nunca tive ânimo para responder àquele comentário, primeiro porque ficava claro que a pessoa não leu o artigo e segundo porque meu sarcasmo poderia ser mal interpretado. Hoje, com mais bom humor, a resposta seria que talvez não o universo, mas que o Google e o YouTube são.

Para não incorrer novamente no erro de só mencionar o Python, conto uma passagem ocorrida na última RubyConf — conferência mundial de usuário de Ruby — e presenciada pelo meu velho amigo e mentor, Luciano Ramalho. O evento estava totalmente esgotado, com pessoas de várias partes do mundo e de todo tipo de empresas. A grande surpresa (ao menos para mim) veio da presença de um pequeno grupo de funcionários da Sun que estão alocados em um projeto de portar Ruby para a VM da Sun, oferecendo assim uma maneira mais produtiva para o desenvolvimento em torno do mundo Java (que, continuará a mover bolsos e planilhas dos CIOs pela próxima década).

Seguindo o Google/YouTube no mundo Python e a Sun no mundo Ruby vemos a sombra da Microsoft.

Há poucos meses a empresa de Redmond anunciou que incorporará as duas linguagens ao seu já poderoso Visual Studio, e, indo além, contratou algumas personalidades destas comunidades para serem os responsáveis pela evangelização destas linguagens dentro de seu corpo de desenvolvedores.

Por trás destes movimentos vê-se uma estratégia de apostar nos principais cavalos, ainda mais que ambas as linguagens não têm “donos” — leia-se empresas e patentes atreladas a elas — são frutos de trabalhos individuais que graças a meritocracia reinante no mundo do software livre e ao marketing boca a boca saíram de seus nichos e ganharam lugares de destaque. Os gigantes, agora, estão brincando nos mesmos playgrounds pequenos e orgânicos — não projetados — das comunidades.

O resultado destes movimentos? Impossível apontar, mas é certo que a meritocracia reinante até agora será, em parte, substituída pelos desejos estratégicos de cada corporação.

Google e Microsoft brigando pelo controle da linguagem na Python Foundation, com vantagem para o Google que contratou Guido van Rossun há mais de um ano. E Microsoft e Sun batalhando nos terrenos abertos da comunidade Ruby, sendo que a sorte penderá, provavelmente, para a empresa que expatriar “Matz” Matsumoto, criador da linguagem.

Enquanto isto, aos desenvolvedores, resta relaxar e esperar a melhorar onda.

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JMeter – Executando testes de desempenho

por Miguel Fornari

Uma ferramenta fundamental para entender o funcionamento de um determinado SGBD é execução de testes de desempenho. A primeira etapa é construir um esquema composto por tabelas e índices. O esquema pode ser o da sua aplicação ou um um padrão disponível. Para este segundo caso, no artigo anterior foi apresentado o benchmark TPC-C e um software para gerar o esquema, popular as tabelas e criar os índices. Neste artigo apresentamos um software para executar os testes e monitorar o desempenho do SGBD.

Utilização do JMeter

O software chama-se JMeter, é uma das ferramentas desenvolvidas dentro do projeto Jakarta. Ele esta disponível em http://jakarta.apache.org/jmeter. JMeter permite testar diferentes componentes de um ambiente servidor, como servidores HTTP, FTP e SGBD. Obviamente, aqui nos concentraremos na análise de SGBD.

Após baixar o software e descompatá-lo em um subdiretório, basta clicar no arquivo chamado JMeter.jar para executar o programa. A tela de entrada esta apresentada na figura 1.

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Figura 1 – Tela inicial do JMeter

A primeira tarefa é configurar a conexão JDBC. Para tanto, clique com botão direito em Test Plan, e escolha Add –> Config Element –>JDBC Connection Configuration. A figura 2 mostra a tela que deve ser preenchida. O principal é definir o string de conexão. Para quem não esta acostumado com Java, do exemplo da figura 2, basta alterar a parte final, depois do arroba, com a seguinte sequência IP:PORTA:SID, não esquecendo dos “:” entre uma informação e outra. E, claro, usuário e senha. Porém, cada SGBD tem uma string de conexão diferente, então, se não estiver utilizando Oracle, é necessário dar uma olhada pela Internet. Importante e fundamental, o driver JDBC deve ser colocado no subdiretório /lib do JMeter. É mais fácil que alterar o classpath no arquivo de execução. Se não for feito, o JMeter não dá mensagem de erro.

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Figura 2 – Tela de configuração da conexão

A terceira etapa é definir a consulta SQL que será executada, no menu Add –> Sampler –> JDBC Request. A janela a ser preenchida pode ser vista na figura 3. O usuário pode escolher três tipos de consultas: Select, Update e Callable. A opção Select já é autoexplicativa. A opção Update inclui qualquer comando de modificação em tabelas, portanto, Insert, Update e Delete. E Callable pode ser utilizada para executar Stored Procedures.

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Tela 3 – Configuração do comando a ser executado no banco.

A quarta etapa é configurar os parâmetros da configuração. Na figura 4, os parâmetros básicos são:

Number of threads (users): número de usuários concorrentes a simular

Ramp-up period (in seconds): é a diferença entre iniciar um usuário e outro. Zero indica para o JMeter iniciar todos juntos no início da simulação. Outro valor, mairo que zero, indica um certo escalonamento, Por exemplo, 5 usuários e 10 segundos, resulta em um usuário a cada 2 segundos.

Loop-count: número de vezes que o comando SQL será repetido. Marcando Forever indica que o comando será repetido muitas vezes, até todos usuários concluírem

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Figura 4 – Configuração do teste.

Para monitorar os resultados, o melhor é acrescentar um gráfico de resultados, na opção Add –> Listener –> Graph Result.

Resolvida a utilização do software, o próximo ponto crítico é decidir o que medir e como. Um tanto de método científico é importante:

  1. identifique seu problema ou dúvida;
  2. execute o comando SQL de maneira individual;
  3. configure, inicialmente, valores baixos para número de usuários e repetições, de modo a não sobrecarregar seu servidor já na primeira vez, até achar valores interessantes;
  4. se for alterar parâmetros de configuração do SGBD, altere um parâmetro de cada vez, sempre guardando os resultados, até encontrar a configuração mais adequada para sua situação.

Conclusão

E, finalmente, paciência para verificar várias alternativas, pois os parâmetros de configuração se influenciam mutuamente. As vezes, alterar apenas um deles pode surtir pouco efeito, mas combinado com um segundo parâmetro, pode dar um efeito mais significativo.

Como viver no home office sem se atrapalhar

16 de dezembro de 2004, 0:00

Você um dia vai trabalhar em casa (se já não trabalha). A primeira coisa é não misturar os canais e saber transitar bem entre estar em casa e trabalhar em casa. Veja algumas idéias.

 

Por Alexandre Bobeda

Acordar cedo, tomar banho, tomar café, ler um jornal e ficar de pijama! Pode ser? Atualmente, sem sombra de dúvida, e você ainda poderá ser bem visto por isso.

Trabalhar em casa, também chamado de home–office ou teletrabalho é o novo–velho hype do mundo corporativo e da mídia que o sustenta de tempos em tempos. Como não poderia deixar passar em branco, sendo algo tão próximo de mim, tenho visto em diferentes publicações, desde aquelas que tratam de negócios àquelas que tratam de “estilo de vida” ou “decoração”, passando pelas de “vida saudável” e afins, parece que essa modalidade de trabalho – resultado da mudança de paradigmas no mundo do trabalho e da relação empresa–profissional em tempos globalizados – foi eleita a tendência da temporada a ser redescoberta, rediscutida e redefinida.

Hoje já se fala em “projetos para home–office”, “móveis para home–office”, “gadgets para home–office”, “iluminação para home–office” etc. Coisas comuns a uma prática que começa a se popularizar por aqui, mas que ainda não é completamente entendida.

Mais do que ser vista como uma idéia já bem adiantada e que funciona em países adiantados, o home–office é uma forma inteligente de ter o seu trabalho bem feito, com mais liberdade e economia de tempo e dinheiro em investimentos muito diversos de um “office” convencional. Sem trânsito, sinal fechado, chefe chato ou traje social.

Então, sem dar muita atenção a visões equivocadas ou românticas do “escritório em casa” e tendo em mente que o mais importante é ter um canto reservado e organizado em sua casa para trabalhar, existem apenas algumas coisas que você precisa saber:

1) A primeira coisa a saber é que todos precisamos de horários e de disciplina para o nosso home–office. Não é porque estamos em casa, trabalhando, que vamos começar quando bem entendemos necessário ou quando “dá tempo”. Jamais. É preciso lembrar definitivamente que as tarefas e responsabilidades assumidas estão relacionadas com o mundo lá fora, do trabalho comum, nas empresas com horários ajustados. Logo, natural e razoável que tenhamos um horário definido para que possamos estar disponíveis e ativos, realizando o trabalho de forma eficiente e organizada. Da mesma forma, trabalhar além da conta ou responder a e–mails fora de horários aceitáveis não traz retorno algum.

2) Quem disse que não se pode ligar o som e ouvir música? Bom, se é para se distrair, melhor mesmo que não o faça, mas saiba que existem empresas que permitem que se ouça música enquanto trabalha. Se você gosta e pode realizar suas tarefas com o som ligado, por que não?! É uma ótima maneira de trabalhar em casa sem a sensação de que se está sozinho ou isolado. Faça sua trilha–sonora, mas seja prudente!

3) Um bom lugar na casa é tudo o que se precisa, na prática. Se tiver que ser um canto em seu quarto, tudo bem, mas que seja um local agradável, bem arrumado e preparado para o trabalho. Alguns preferem um quarto à parte na casa, como um escritório mesmo, enquanto outros apenas adaptam o próprio quarto ou a sala da casa com um espaço para o home–office. O que importa é que seja um lugar seu, onde se fique à vontade e se tenha vontade de estar para trabalhar.

4) Dividir o “estar em casa” do “trabalhar em casa” é algo fundamental e que tem a ver com aquilo já mencionado, dos horários para o trabalho. Se você mora com outras pessoas, faça–os saber que em determinada hora você está em casa, mas não disponível para tudo, apenas trabalhando. Se tiver que ter inclusive outra linha telefônica para facilitar as coisas, melhor.

5) O escritório ideal não existe! Apenas o que for compatível com seu bolso, suas necessidades e seu trabalho é que deve existir. Portanto, baseie seu home–office naquilo que realmente é mais importante para você (e não para as revistas de decoração!): se um computador com impressora ou um notebook ou um handheld, celular, fax, scanner, móveis, estantes etc. É só pensar no que é preciso ter para fazer o trabalho: uns precisam de muito, outros, de muito pouco.

6) Os gastos, geralmente, são todos seus. Assim, é altamente recomendável ser capaz de otimizar o que se tem para o trabalho de forma a não extrapolar orçamentos ou seus próprios custos. Com as facilidades tecnológicas de hoje, normalmente se resolve tudo via e–mail ou pela internet, bem como planos de VoIP para quem faz muitas chamadas interurbanas e banda larga para acesso à internet. São detalhes que têm um peso enorme nas contas de um home–office.

7) Sair de casa também é essencial. Nada de apenas ficar trabalhando, usando o PC ou a internet e vendo DVDs no sofá: faz bem à mente, ao corpo e ao espírito dar umas voltas de vez em quando, ver o que está acontecendo, ir ao cinema, conversar com amigos e coisas do tipo. Isolamento faz mal à saúde!

8) Por fim, seja o mesmo profissional de sempre: dedicado, responsável, antenado e preocupado em fazer o melhor por seus clientes. Afinal, mais do que em qualquer outro momento, é seu nome e sua reputação profissional que estão em evidência. [Webinsider]

Informação não é conhecimento, e vice-versa

Ricardo Alexandre (e-mail) é Matemático e Professor de Informática básica e avançada. Também desenvolve em Visual Basic.

Dentro dos corredores dessa feira moderna em que vivemos, onde o produto da moda é a informação, faz-se necessário estar atento aos males causados por tanta porcaria em forma de conteúdo que está sendo ofertada no ambiente digital e nos faz perder tempo precioso do dia. A começar por ter que ficar limpando a toda hora a caixa de e-mails de baboseiras sem fim nem tamanho. Quer dizer, algumas delas têm um tamanho tão grande que até nisso elas dificultam nossas vidas. Caso daqueles powerpoints de infinitos cliques, que não dizem nada, e ficam tocando umas musiquetas chatas que só elas. Para excluí-los é um custo. Até aí tudo bem.

E quando as mensagens estão disfarçadas de algo muito interessante? Quando você vai ver é um texto sobre pessoas das menos às mais conhecidas que viram ‘notícia’ por nada – considero nada, por exemplo, essas brigas de casal ‘famoso’. Pra que eu preciso saber que ‘fulano de tal’, que nem sabe que eu existo, não está mais com ‘cicrana de tal’, que por sua vez, nunca me viu mais magro? Sinceramente não preciso. Então, delete! Declarações pífias que viram ‘notícia’. Delete! Qualquer acontecimento banal que vira ‘notícia’. Delete! Enfim, tudo que virou notícia rasa o negócio é sair apertando o delete! É agora ou nunca o momento de impor nossos próprios filtros e fazer cada vez mais uso desse botão que dará início na erradicação do problema. Exerça seu poder de escolha e jogue fora tudo o que não acumular contribuições positivas na sua bagagem.

Com o advento tecnológico qualquer infeliz que tenha um celular na mão pode sair por aí filmando e clicando tudo o que tem e não tem direito. E publicando (ou ‘postando’) em segundos, tudo o que quiser sem o menor comprometimento com valores éticos ou morais. Cicarelli que o diga! Seja em blogs ou em meios digitais alternativos, o fato é que o papel da mídia acabou por perder, de certa forma, sua importância. Sites e revistas de grandes empresas de comunicação já incentivam o hábito da ‘contribuição’ de textos, fotos e matérias às redações. Resguardados os cuidados pode ser um movimento interessante. Mas direta ou indiretamente implica na ocupação do espaço inerente ao profissional de comunicação por aqueles que não tem faculdades para tal. Não pretendo entrar, pelo menos por hora, nessa seara porque isso é motivo de outra discussão.

Tratando-se de informação de qualidade, um motivo para ficar tranqüilo é que a imprensa brasileira é forte e conseguiu constituir seu prestígio e credibilidade ao longo de quase dois séculos de história. Por aqui ela tem exercido nos últimos tempos, principalmente, um papel decisivo e importante na defesa dos interesses sociais. Temos veículos sérios e comprometidos com a informação que realmente importa estar na primeira página do jornal, nas editorias ou nas nossas caixas de e-mail. Que respeitam suas fontes, que apuram o fato do início ao fim. Este processo de abertura de novos canais, é verdade, está longe de comprometê-la, mas de certa forma turva sua imagem.

Por outro lado é inegável que o processo midiático está se transformando e deve acompanhar as novas tendências, ser contemporâneo, evoluir. Tudo bem, mas onde estão os critérios para que estejam no ar formatos de mídia cada vez mais abertos e pulverizados? No bom português, leis que realmente funcionem em favor da privacidade e do direito da pessoa no ambiente digital.

O preocupante é que a sociedade em geral está tomada pelo consumo imediato, pela rapidez avassaladora, absorvendo tudo o que é perecível, descartável. Isto quer dizer que opinião, mais do que uma forma de expressar idéias, é o que você desenvolve com as experiências acumuladas daquilo que vê, lê ou escuta. Então, é simples como dois mais dois: se você vê, lê ou escuta o que não presta, qual será o seu nível de diálogo?

Não basta ser informado, mais do que isso, é preciso ser bem-informado e interpretar tudo o que chega até você a fim de que consiga transformar informação, verdadeiramente, no que mais importa e vai estar presente para o resto da sua vida, conhecimento. E lembre-se: se não valer à pena, delete!

Projetos, sempre projetos

Uma melhor análise sobre os projetos mostra que nem sempre acertamos, mas que os desvios podem não ser fracassos. Por Fernando Birman

23 de março de 2006 – 17h58

Sabemos gerenciar projetos. Nossas equipes receberam doses maciças de treinamento. Entretanto, um olhar mais crítico sobre os mesmos mostraria que nem sempre acertamos. Muito pelo contrário, lidamos com desvios relevantes, mas longe de serem fracassos. Este aspecto relativo, de difícil domínio, enobrece a arte de gerir projetos.

Encontrar um executivo com todos os recursos necessários para realizar um projeto é raro. Um luxo! Na crônica esportiva, seria aquele gol que até a vovó faria. O ambiente de competição e austeridade impõe severas restrições. Por exemplo, entregar antes do planejado, alocar menos recursos humanos ou o famigerado corte de verbas. No limite, cientes da impossibilidade de cumprir o objetivo, vivemos a “marcha para a morte”, segundo o mestre Yourdon.

Diante desse desafio, a verdadeira liderança é um quesito essencial na condução dos projetos, onde é constante a arbitragem, o gerenciamento dos riscos e da mudança. As características comportamentais do gerente devem complementar o arcabouço técnico, já banalizado.

É por esta razão que um estouro orçamentário significativo pode ser um mero detalhe de uma empreitada de sucesso. Talvez, um desvio muito menor fosse o argumento definitivo para que uma outra empresa providencie a separação da cabeça do executivo responsável do resto do seu corpo. Tudo é relativo.

Fiz uma análise da enorme carteira de projetos que gerenciamos nos últimos anos. Dentre tantos, destaco o outsourcing de impressão. Nada muito sofisticado para quem tem uma complexa arquitetura de aplicações, mas nos trouxe lições interessantes. Ele fora concebido para ser implementado em menos de um ano. Foi concluído em mais de dois. Fracasso? Não, sucesso total.

A terceirização dos serviços de impressão requer uma racionalização brutal, onde se trocam as impressoras individuais pelas de rede. Assim, todos devem se deslocar e recolher suas próprias impressões. Simples, porém pouco popular. Conforme a cultura da empresa, uma iniciativa dessas transforma-se numa guerra. Ganhá-la não basta, é preciso buscar o retorno prometido – o custo e a satisfação dos clientes devem melhorar.

Nesse contexto, nosso atraso administrado foi crucial para ganhar a guerra e assegurar um pós-guerra tranqüilo. O tempo extra foi empregado na educação, no esclarecimento e, como conseqüência, na obtenção do comprometimento. Uma aceleração do projeto provavelmente nos afastaria dos bons resultados alcançados.

Mesmo com o pleno apoio da direção da empresa, fomos às unidades do grupo e apresentamos a proposta buscando a aprovação de todos. Apesar das resistências, jamais recorremos à direção. A opção foi pelo convencimento e engajamento geral. Assim, atuamos por etapas, iniciando uma nova etapa após a estabilização da anterior.

Este projeto é uma referência interna e externa. É um bom exemplo de terceirização inteligente. Acima de tudo, mostra que um projeto simples, sob o prisma técnico, precisou de uma gestão sofisticada, com ênfase na gestão das mudanças e nas negociações.

Poderíamos enumerar outros tantos sucessos e até fracassos. Saber gerenciar projetos é imprescindível, pois as nossas organizações estão voltadas a eles. Porém, cada vez mais, exigem-se lideranças mais preparadas para enfrentar desafios que extrapolam o campo técnico.

*Fernando Birman é diretor de TI do Grupo Rhodia para a América Latina. Também na Rhodia, onde exerceu nos últimos 20 anos diversas funções nas áreas administrativas, financeira e de informática, Birman acumula a liderança mundial da prática de benchmarking e integra o comitê diretor mundial de informática. Birman ainda foi fundador e presidente da Associação de Usuários SAP do Brasil.

Profissionais de TI são odiados pelos usuários

Saiba por que isso acontece e as cinco dicas do COMPUTERWORLD para começar 2007 mais querido, sem ser reconhecido pelos usuários como impaciente e arrogante.

Por COMPUTERWORLD

26 de dezembro de 2006 – 15h16

Será que mata gastar 30 segundos a mais para ter certeza de que consertou a máquina que você acabou de ser chamado para arrumar? Isso é o que muitos usuários de tecnologia de diversas empresas querem saber. “Me irrita quanto o gerente de TI ‘arruma’ alguma coisa no meu computador e depois diz: ‘Deve funcionar agora’ e sai”, afirma um usuário que tem a mesma opinião de diversos outras pessoas entrevistadas, mas que temem revelar o nome de suas empresas porque acreditam que seus colegas profissionais de TI leiam a publicação.

Sair andando, entretanto, não é o que mais incomoda. “Quando [nossos gerentes de TI] perguntam se me diverti numa festa particular no final de semana, obviamente ele revela que leu meus e-mail, já que eu nunca mencionei festa nenhuma a ele”, afirma.

O relacionamento entre os gerentes de rede e os usuários é freqüentemente de amor e ódio. Os usuários revelam um senso de respeito e confiança na equipe de TI, mas isso pode rapidamente se transformar em frustrações. Ao invés de a tecnologia se tornar o objetivo final, a maioria dos usuários ainda são confundidos por seus PCs e as pessoas que os gerenciam.

Porque a maioria dos usuários não entendem como os PCs funcionam, eles também não compreendem quando isso não funciona e geralmente a culpa pelas quedas sobra para o último que tocou no sistema.

“O que intriga no meu gerente de TI é que quando ele faz uma mudança no computador ele sempre deixa coisas por fazer – atalhos de teclado faltando, programas que eu uso desinstalados ou senhas que passam a não ser aceitas”, diz uma mulher que trabalha numa estação de rádio de Washington DC. “E isso sempre parece acontecer durante a noite ou nos finais de semana, então quando eu chego de manhã não consigo acessar as coisas que preciso. Isso me deixa doida!”, protesta.

Brian, diretor de uma associação industrial, conta que o que o irrita no departamento de TI é a armazenagem de e-mails. Os funcionários têm 25MB de capacidade de armazenamento para mensagens, mas é muito pouco porque ele recebe mais de 100 e-mails por dia, muitos com arquivos.

“Eu não penso que o espaço de e-mail deveria ser ilimitado e entendo que o tamanho precisa ser monitorado, mais isso não parece ajustado”, protesta. Quando questionado para nomear a requisição mais comum, brinca: “Eles querem que eu sincronize com o meu handheld, o que parece um pouco inapropriado.”

Jargões

Outro ponto que incomoda são os jargões. Os termos técnicos e as siglas que os profissionais de TI usam criam um ar de mistério e superioridade para quem não os conhece. “Enquanto eles fazem você se sentir estúpido, eles também encobrem soluções de modo misterioso, que eu acredito ser um trabalho de proteção ou justificativa de estratégia”, afirma Lisa, parceira de uma empresa de serviços financeiros da área de Boston (EUA).

Um executivo de TI aponta que a indústria de tecnologia deveria usar termos mais básicos. “Olhe para a palavra ‘usuário’, que nós usamos para descrever pessoas. Isso traz conotações que não são positivas”, acredita Frank Gillman, diretor de tecnologia de uma companhia de advocacia em Los Angeles (EUA).

(Nota do editor: Sim, nós também somos responsáveis por isso).

Também vale dizer que a maioria dos usuários não querem entender esses termos. “Mas nós temos que manter isso simples”, acrescenta Heather Clarke-Peckerman, presidente da HCP Conseulting Group, guia de carreira no estado de Nova York (EUA). “Os usuários não querem aprender como a tecnologia funciona, mas querem saber o que tem que fazer.”

A executiva recomenda que os profissionais de TI lembrem de como aprenderam sobre tecnologia e tentem usar esses termos para explicar e descrever as situações. Outra sugestão é usar analogias, como comparar um computador a um automóvel, que geralmente funciona.

Anote a lista de cinco dicas para se comunicar melhor com os usuários – e as releia sempre que partir para atender alguém com problemas relacionados à tecnologia.

1. Mantenha a simplicidade. Você não precisa descrever as sete leis de armagenagem cada vez que responder a um chamado de helpdesk

2. Ajude os usuários a entender como eles mesmos podem se ajudar dando informações suficientes pra que ele resolva a situação sozinhos e que o chamado não aconteça novamente

3. Use analogias simples para ilustrar as questões

4. Evite abreviações e siglas complexas e jargões confusos

5. Preste atenção naquela sua aparência de vidro – isso certamente é um sinal de que você perdeu a atenção da audiência.

Cara Garretson – Network World (EUA)

GESTÃO/ TI – Oracle anuncia nova ferramenta para desenvolvedores de aplicativos de SOA e Java

GESTÃO/ TI – Oracle anuncia nova ferramenta para desenvolvedores de aplicativos de SOA e Java

A Oracle acaba de anunciar o Oracle Developer Depot, uma ferramenta gratuita de produtividade para download, que simplifica enormemente a maneira como os desenvolvedores de Java encontram, configuram e provisionam aplicativos Java para fins de aprendizado ou criação de protótipos. Como componente integrado do Oracle Fusion Middleware, o Oracle Developer Depot oferece um complemento ideal para a poderosa e completa plataforma Java da Oracle, facilitando o desenvolvimento de aplicativos baseados em Java e Arquitetura Orientada a Serviços (SOA, na sigla em inglês).

O software está deixando de ser um aplicativo único e monolítico e passando a ser uma montagem de serviços facilmente configuráveis, o que requer que os desenvolvedores mudem sua maneira de trabalhar. Para acelerar o processo de desenvolvimento, os programadores muitas vezes desenvolvem novos aplicativos reutilizando o código existente ou amostras como ponto de partida. Entretanto, o processo de obtenção, configuração e implementação do código pode ser demorado e sujeito a erros.

O Oracle Developer Depot, executado no Oracle Application Server 10g, elimina a complexidade desse processo desde a descoberta até a implementação, fornecendo uma biblioteca de amostras reutilizáveis de código de aplicativo que podem ser baixadas e implementadas com apenas um clique. Como resultado, programadores sem experiência em Java podem colocar um aplicativo em operação rapidamente, e desenvolvedores com mais experiência podem adiantar projetos complexos para atender aos requisitos de negócios com mais agilidade.

“Com o Oracle Developer Depot, é simples e rápido localizar aplicativos Java bons e úteis, e baixá-los e instalá-los em uma única etapa, completos, com código-fonte”, afirma Steven G. Harris, vice-presidente do Grupo de Plataforma Java da Oracle. “Clicar, implementar e executar: a simplicidade faz com que esse seja o caminho mais rápido para qualquer desenvolvedor Java utilizar novas tecnologias e padrões, agilizando a produtividade.”

O Oracle Developer Depot aproveita tecnologias populares da Web 2.0 como Asynchronous JavaScript and XML (AJAX), Estrutura Spring 2.0 e Real Simple Syndication (RSS) para facilitar a reutilização do código e simplificar o processo de desenvolvimento. Uma vez implementado, o Oracle Developer Depot pode estabelecer comunicação baseada em RSS entre o Oracle Application Server 10g e um repositório remoto para arquivo de códigos e aplicativos como a Oracle Technology Network. O Oracle Developer Depot alertará os desenvolvedores quando houver atualizações e novo código de aplicativo disponíveis, que podem ser baixados e implementados conforme a necessidade com apenas um clique.

– – Compromisso da Oracle com os desenvolvedores Java
A Oracle tem apoiado muito a plataforma Java desde que ela foi lançada em 1995. A empresa reconhece que um elemento importante para promover a adoção da plataforma Java da próxima geração, Java EE 5, é a simplificação do desenvolvimento em torno do EJB 3.0 e do JavaServer Faces (JSF), uma estrutura de aplicativo da Web projetada para que os desenvolvedores possam criar mais facilmente interfaces de usuário para aplicativos Java empresariais. Como líder na definição conjunta da especificação EJB 3.0, aprovada recentemente, a Oracle doou tempo e recursos significativos para o desenvolvimento de padrões e cessão de tecnologia que simplificará o desenvolvimento dos aplicativos. Além de fornecer o TopLink Essentials como implementação de referência para JPA, a Oracle está liderando o projeto JPA Eclipse, chamado Dali. A Oracle também é membro fundador do grupo de especialistas em JavaServer Faces no Java Community Process (JCP) e está liderando um projeto de ferramentas JSF na comunidade de código aberto Eclipse Foundation, a ser lançado mais para o final do ano. A Oracle também entrou para o projeto Apache MyFaces como colaboradora.

– – Disponibilidade
O Oracle Developer Depot já está disponível para download gratuito no endereço: oracle.com/technology/goto/oracle-developer-depot. Aplicam-se termos, condições e restrições.

Sobre o Oracle Fusion Middleware
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Oracle Fusion Middleware é a família completa e baseada em padrões de produtos de middleware da empresa para adotar e gerenciar arquiteturas orientadas a serviços (SOA) em ambientes de computação heterogêneos. Mais de 31.000 clientes agora utilizam o Oracle Fusion Middleware, inclusive grandes organizações de setores como finanças, telecomunicações, manufatura, varejo, indústria farmacêutica, saúde e setor público. O Oracle Fusion Middleware também é apoiado por 9.000 parceiros, incluindo fornecedores de software independentes, VARs e integradores de sistemas.

Sobre a Oracle
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A Oracle é a maior empresa de software empresarial do mundo. Para obter mais informações sobre a Oracle, visite o site www.oracle.com/br.

Marcas comerciais: Oracle, JD Edwards, PeopleSoft e Siebel são marcas registradas da Oracle Corporation e/ou de suas afiliadas.

 

Fonte: http://www.cadernodigital.inf.br//index.php?idN=1308&idLingua=